A Divulgação e o Raciocínio Espírita, por Alamar Régis Carvalho
Alamar Régis Carvalho
Rede Visão
Se a Antarctica não fizesse divulgação, para dizer ao povo que o seu guaraná é a melhor opção refrescante para o calor, certamente o povo não teria acesso a ele. Imagine se um dos seus diretores determinasse que o produto não precisa de divulgação nenhuma e que quem o quisesse beber que se dirigisse a um bar qualquer e procurasse pelo produto.
Paralelamente, a Coca-Cola estaria fazendo propaganda, a Skol estaria fazendo propaganda da sua cerveja, a Kaiser, a Brahma, a Bavaria e até a Devassa estariam dizendo para o povo que o seu produto seria a melhor opção para a sede, no calor.
Se o governo não fizesse publicidade, para informar ao povo sobre as campanhas de vacinação, informando, também, o que é aquela vacina, para que ela serve e quais os dias, horários e locais de vacinação, como o povo poderia saber da existência do preventivo contra doenças terríveis, que poderia até levar uma pessoa à paralisia?
Vamos supor que o Ministério da Saúde adotasse uma postura cômoda de dizer: “O governo não precisa fazer divulgação nenhuma, quem quiser saber quais as vacinas que existem disponíveis, que procure adivinhar quais são os departamentos das secretarias de saúde dos estados e dos municípios, que adivinhe onde eles ficam, que adivinhe os seus horários de atendimento ao público e se vire, para conseguir se vacinar e se livrar dos males.”
Teria sentido? Haveria sensatez numa postura desta?
Se os departamentos de meteorologia não divulgassem as suas buscas, nas previsões do tempo, seria honesto deixar toda a produção, que depende das condições meteorológicas, se virar para adivinhar como iria ficar o tempo e até deixar a aviação sem orientação nenhuma, sujeita a ter sérios desastres, com muitas mortes?
Qualquer pessoa, sensata e racional, sabe muito bem que a publicidade é importante e indispensável para que as pessoas tomem conhecimento dos diversos produtos que existem a sua disposição, a fim de optar por tê-los ou não.
Agora perguntemos, mais uma vez:
Como é que pode um espírita achar que o Espiritismo não precisa de divulgação nenhuma e que, se as pessoas quiserem ter acesso a ele, que procurem um centro espírita.
Que nível de cabeça e inteligência tem um espírita desse?
E se não tiver nenhum centro espírita na cidade da pessoa, que está totalmente desorientada e necessitando da informação espírita? Ela vai fazer o quê? Se desesperar e até se matar?
Se tivesse, pelo menos, uma televisão que chegasse à sua casa, já que a cidade não tem centro nenhum, não seria muito melhor para ela e talvez para milhares de outras pessoas, residentes na mesma cidade, necessitadas da informação espírita?
Como é que pode um espírita ser contra a divulgação do Espiritismo, sob a maluca argumentação de que a nossa doutrina é “simples”, tem que ter “humildade” e não precisa sair se divulgando por aí?
Existe algum fator comprometedor, no campo da moral, da dignidade e da honestidade em o Espiritismo se divulgar, para conhecimento popular?
O que leva certos espíritas serem contra a divulgação?
A mascarada e insensata mania de querer parecer aos outros que o Espiritismo é uma coisinha pequena, simplezinha, humildezinha e bem insignificante.
Tenho observado que muita gente se apega demais ao estilo demonstrado pelo Chico Xavier, quando se dizia insignificante, que nada mais era que uma pequena folhinha de grama, num gramado, e que um animal poderia chegar e consumir aquela grama, que de uma hora para outra deixaria de existir.
O Chico não se valorizava mesmo e até se dizia uma besta espírita, todo mundo sabe disto.
Todavia há um detalhe aí que a inteligência limitada, e muitas vezes até atrofiada, de alguns não consegue levar em consideração:
Alguém, que conviveu com o Chico, no tempo em que ele dizia essas coisas, poderia ter feito, a ele, a seguinte pergunta: – “Chico, você se diz um simples cisco e, portanto, uma insignificância. Essa insignificância que você diz ser, é em relação a quê?”
Se observarmos uma montanha, ou uma pedra, de mais de 300 metros de altura, como é o caso do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, vamos achar aquela pedra enorme e gigantesca, não é verdade?
Todavia, se formos analisar o tamanho daquela pedra, em relação ao planeta Terra, aí teremos que dizer que ela é uma coisinha insignificante. Se a análise for em relação ao sistema solar, ela será menor que um simples grão de areia; se for em relação à Via Láctea, ela deixa de existir, não significará absolutamente nada, assim como o próprio Rio de Janeiro não significará nada e nem o “gigantesco” planeta Terra aparecerá na foto.
É aí que peço para que os espíritas, que não tem cérebros adormecidos, raciocinem e questionem:
O Chico Xavier se dizia um simples cisco em relação a quê?
Ao homem comum? Claro que não era. A não ser que sejamos hipócritas e bestas demais para concluirmos que era.
Como é que alguém, que tem alguma massa encefálica, pode querer acreditar ser verdade que Chico Xavier seria insignificância, em relação ao homem comum, diante de tudo o que ele produziu, coisas que normalmente homem comum nenhum é capaz de fazer?
Então, seria conveniente e até inteligente que determinados espíritas parassem com essa besteira e essa bobagem de querer emprestar uma qualificação de pequenez, de insignificância e de coisa simplezinha ao Espiritismo, porque isto, além de ser um tremendo desrespeito para com a doutrina, é também uma grande palhaçada.
Achar que os eventos espíritas têm que ser realizados, sempre, em ambientes desconfortáveis, sem muita luz, sem brilho, com as cadeiras mais simples que existem, com o equipamento de som mais vagabundo que existe, enchendo a platéia de gente com vestimentas pobres, aparências pobres e semblantes pobres, nada mais é que a expressão do ridículo e do estelionato em relação à nossa doutrina.
Allan Kardec nos chama a atenção muito bem, em relação a isto, quando responde a um desses pseudos-humildes e bonzinhos de araque, do seu tempo, de forma direta quando diz que uma proposta de ter que vender os livros espíritas bem baratinho, abaixo do preço de mercado, para ostentar humildade, é um desrespeito à doutrina, uma desvalorização do Espiritismo e também postura ridícula.
Não é só o Alamar que qualifica certos comportamentos como ridículos não, o próprio Kardec, também, utilizou-se da expressão RIDÍCULOS, diversas vezes. Quem quiser que examine, criteriosa e atentamente toda a obra básica e, inclusive, a Revista Espírita.
Uai, estaria ele também utilizando-se de linguajar chulo?
A divulgação da doutrina é necessária, sim, é questão de urgência e necessidade de pronto socorro espiritual para o Brasil e o Mundo.
Emmanuel não estava errado, quando disse que a divulgação da doutrina é a MAIOR Caridade que podemos fazer em relação à Doutrina; Kardec não estava errado, tanto que pediu e apelou, inúmeras vezes, para que os espíritas investissem na divulgação da doutrina e nem Jesus estava errado quando ensinou que a Luz deve ser colocada no velador e não deixada sob o alqueire!
Como é que aparecem espíritas pra dizerem que o Espiritismo não precisa de divulgação?
Vejam o detalhe do Emmanuel, por exemplo: Ele não disse que a divulgação é também uma forma de Caridade, ele disse que é a MAIOR Caridade!!
É preciso eu dizer, para essas “notáveis” figuras, o que significa a palavra MAIOR?
Isto quer dizer que a divulgação é a mais importante de todas as Caridades, inclusive a de dar sopa pra pobre, a de dar roupinhas velhas pra pobres, de destinar dinheiros pra creches e tudo.
Vamos divulgar, gente, vamos falar do Espiritismo para o grande público, utilizando-nos de todos os meios de comunicação de massa, realizando eventos, o máximo possível, com bom gosto, com boa apresentação e com um trato, do jeito que a nossa doutrina merece.
Se não divulgarmos a nossa doutrina, a indústria da igreja “evangélica” vai divulgar a sua proposta, sim, do mesmo jeito que a bebida alcoólica vai se divulgar, como a melhor opção de líquido refrescante, se os refrigerantes não se divulgarem como opção que, não é lá essas coisas, mas dos males o menor.
A TV CEI, hoje, já está no cabo de 17 cidades e o número de assinantes para quem ela fala já chega, ou talvez ultrapasse, a meio milhão de pessoas.
Tem despesas, sim, mas não cobra um centavo para as pessoas que querem assistir as maravilhosas aulas de Espiritismo, consoladoras, que ali são mostradas. Poderia estar como opção de canal cobrado, nas TVs a cabos, porque recebeu propostas, inclusive da SKY, para que entrasse desse jeito, mas recusou-se.
Será que não passa pela cabeça desses “do contra” a quantidade de pessoas que já repensaram as suas vidas, depois que viram, “por acaso”, essa tal de TV CEI entrar em suas casas, pela TV a cabo ou pela parabólica?
Vamos divulgar, sim, porque enquanto a gente fica calado, em nome da “humirdade”, o bispo Romualdo, da Igreja Universal do Reino do Edir Macedo, está aí treinando os seus pastores para extorquir, cada vez mais, a população pobre e carente, conforme o vídeo que está trafegando intensamente pela internet. As igrejas evangélicas continuam a investir mais de 100 milhões de reais, por mês, em televisões e rádios, por todo o país.
Queiram ou não, a divulgação da Doutrina é algo fantástico, que esclarece, ilumina e consola muita gente.
Só quem já tem um patrimônio gigantesco de histórias relatadas de suicídios evitados, abortos evitados, vinganças evitadas, idéia de matar marido pra ficar com dinheiro do seguro evitada e muitos males evitados, por causa de um trabalho realizado pela televisão na divulgação espírita, para ter idéia da importância e da relevância da divulgação do Espiritismo.
Acredite nisto, porque não há dinheiro que pague a alegria que você tem, por possuir um patrimônio deste.
E viva a NOVA FASE DO ESPIRITISMO.
Para a apreciação de todos.
Carinhosamente.
Comentários
2 comentários para “A Divulgação e o Raciocínio Espírita, por Alamar Régis Carvalho”
Aprenda a colocar sua foto nos comentáriosNão serão aceitas mensagens:
1. com conteúdo difamatório, racista ou de incitação à violência;
2. com linguagem grosseira, obscena ou pornográfica;
3. anônimas ou assinadas com email falso;
4. fora do contexto do blog.






Alamar disse tudo de bom e sensato sobre o assunto, a maior caridade que podemos fazer á doutrina espírita que dizemos amar, é a sua divulgação, que deve ser feita da melhor maneira possível, com os melhores recursos possíveis. Por que não criar um canal de tv aberta espírita? Os evangélicos e os católicos os tem de montão. Será a nossa doutrina pior que a deles?, que não mereça divulgação, ampla, geral e irrestrita como propôe o Nosso querido Alamar?
Concordo com o Ricardo, os evangélicos têm canais aos montes, gastam fortunas e conseguem milhões de adeptos. Com essa postura tola de alguns espíritas, nunca chegaremos a grande massa.
O que não podemos fazer é igual a eles, que crescem as custas dos fanáticos fiéis, e bem sabemos qual a real intenção por trás de tudo.
Vamos crescer sim, levar a Doutrina a todos, mas sem cair na cegueira deles…
Parabéns pela matéria.