20 set.A Prece
Há dois tipos de pessoas que não oram: as que não sabem e as que não querem. Esta crônica é endereçada de preferência às primeiras, mas sem a exclusão das demais, porque tanto umas como outras estão desligadas das forças superiores que sustentam o Universo. Falando aos que não aprenderam a orar, é de esperar-se que também alcancemos os indiferentes. Bem pensado, aliás, creio que poderíamos colocar mais um grupo: o daqueles que oram mecanicamente, recitando fórmulas que a repetição infindável esvaziou de todo o seu conteúdo inicial. Muitos ainda não descobriram que o valor e a eficácia da prece não estão na quantidade de fórmulas que recitamos e sim no que sente o espírito ao pronunciá-las.
Por isso, aqueles a quem não mais satisfaz a prece repetitiva, ficam sem saber o que dizer a Deus. Sim, porque a prece é uma conversa com Deus, um diálogo entre a criatura e o seu Criador.
De modo geral, a prece representa um pedido. Pouco temos nós, pobres seres imperfeitos, a oferecer a Deus; é mais certo que tenhamos muito a pedir. A própria palavra prece já revela essa condição, pois deriva da palavra latina prex, isto é, súplica.
Se a prece é um entendimento entre o homem e Deus, ou entre o homem e um Espírito Superior, em quem confia, basta “abrir o coração”, como se diz, e deixá-lo falar, numa conversa franca, leal, respeitosa e recolhida. Não é preciso procurar palavras difíceis, expressões rebuscadas que quase sempre são insinceras. Não se envergonhe da sua linguagem com Deus; Ele a entenderá perfeitamente e, quanto mais singela e humilde, melhor, porque é o sentimento que a impulsiona que vale, não as “palavras bonitas”.
Jesus não se preocupou em ensinar preces específicas: a única que nos deixou em palavras suas foi a chamada “oração dominical”, ou melhor, o “Pai Nosso”. Quanto ao mais, que disse? Que quando tivéssemos de orar, entrássemos para o nosso quarto e, em segredo, nos dirigíssemos a Deus. Disse mais: que valia a prece do publicano sincero e humilde e de nada servia a oração pomposa do fariseu hipócrita.
Declarou também que precisávamos bater para que se abrissem para nós as portas. “Pedi e dar-se-vos-á”.
O Espiritismo não é partidário de preces pré-fabricadas. Mesmo os Espíritos que transmitiram seus ensinos a Kardec raramente ditaram preces. Sempre insistiram em que deixássemos correr livremente e com o máximo respeito, humildade e confiança o nosso pensamento elevado a Deus. Se conseguimos ou não o que pedimos, é outra coisa. Nem sempre aquilo que pedimos é o que mais nos convém. Segundo o Cristo, Deus não nos dará pedra se pedirmos pão, mas como pai prudente, “recusa ao filho o que seja contrário ao interesse deste” ( Kardec).
Autor: Luciano dos Anjos e Hermínio Corrêa de Miranda
Fonte: O Mensageiro
Comentários
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Conviver e aprender nas múltiplas vidas de nascer e renascer,lições que são ministradas pelos professores que nos envolvem por toda a parte por onde passamos , compartilhando na família, no campo profissional, no local de estudos filosóficos. Todos os momentos preciosos que se valorizados e analisados faria uma grande diferença nas escolhas das vibrações e emoções do dia a dia.
Toda palavra e pensamento que emitimos tem interferência externa e interfere externa e internamente em nosso comportamento e sentimento.
O nascer e renascer no plano físico em diferentes ambientes de local e familiar dá-nos oportunidade para desenvolver potencialidades de comunicação e sentimentos emocionais, aprendemos a respeitar e amar novos irmãos que nos são próximos. De início só na família física e que ao longo da convivência passam a fazer parte da nossa família espiritual, que ampliada torna-se mais fraterna quando acolhe em seu íntimo um novo irmão.
A sabedoria divina tudo sabe para desenovelar sentimentos a muito travados no íntimo por mágoas do passado distante e que jamais poderíamos suspeitar que ainda nos causava dor.
Quando nos harmonizamos com o próximo libertamo-nos da mágoa e abrimos neste espaço lugar para o amor e a fraternidade.
Só agora podemos entender as palavras de Jesus : “Se tiver alguma mágoa ou foi causa de dor ao teu irmão, deixa tua oferta no altar e vá primeiro entender-se com ele, e só então volte e faça tua oferta a Deus”.
Pode-se passar muito tempo até chegar nova oportunidade. Porém quando entendemos e descobrimos essa nova oportunidade, aproveitemos, pois poderá demorar muito,ou nem tê-la novamente como se nos apresenta hoje.
Amar é vibrar na sintonia com Deus.
Para captar e participar dessa energia Jesus disse-nos: “Muitos são chamados mas poucos são escolhidos” querendo dizer que somos convidados mas por ignorância e desconhecimento da prece que são atos e ações de todos os momentos, deixamo-nos arrastar invigilântes pelas energias contrárias ao amor.
Quando nos envolvemos nelas nos tornamos incapazes para captar a luz que o amor envolve. Ele está presente em tudo, mas, nós nos tornamos refratários para recebê-lo.
Ficamos mergulhados no amor porém sem aproveitar-lhe as benesses, muitos chamados e poucos recebendo.
Os poucos são os que assimilaram e pratica o que o amor exige.
Dar ao outro o que queríamos ! Fazer ao outro o que queremos para nós !
Desejar o bem e viver o bem !
Confiar e acatar a vontade do Pai !
Evangelizar-se é aprender a respeitar as leis do divino Mestre.
Nada na vida pode nos distanciar do amor do Mestre Maior, irmão querido que nos ampara nesta fase da evolução espiritual. Ele já de muito, e muito tempo nos acompanha a caminhada, observando e nos amparando nos múltiplos passos para conquistar a Verdade.
Somos filhos amados do Pai Criador , desenvolvendo as potencialidades de perfectibilidade que está em nós. Essas verdades criam pelo conhecimento uma capa fluídica que preserva e contem sentimentos ao amor. Tudo no Universo vibra em energias distintas a cada objetivo a conquistar.A humanidade da Terra está submetida à sua energia coletiva e individual.
Para melhor compreendermos olhemos o Planeta Terra sob a ótica das energias.
Do espaço sideral irmãos de amor vibram para que ela perpetue seu movimento da rotação , translação, inclinação polar, movimentando-se em torno de uma estrela que vibra luz, calor, dando condições à vida florescer.
O calor e a luz com suas vibrações desenvolvem outras energias que pulsam na matéria densa, fazendo-as agrupar-se e formar os elementos necessários ao desenvolvimento das moléculas, células, que vão criar corpos consistentes para abrigar o Espírito em evolução.
Esse ser criado por Deus, escolhido para compartilhar-lhe a convivência.
A matéria desenvolve-se na transformação e união dos elementos em afinidade. Dessas uniões surgem os compostos que a química já conhecida da Terra pode analisar.
Nessa matéria primitiva que conhecemos como Fluidos Cósmico une-se o segundo elemento do Universo , o Espírito, essência divina que ainda neste momento evolutivo nos falta sentido para compreender e definir suas propriedades.
Esse espírito adota em sua vibração o modo feliz de viver. Ele une-se a Matéria, outra essência energética, duas formas de energia vibrando em sintonia.
Nessa sintonia individual cria seu perisperma e caminha para criar as moléculas e as células que nas vibrações peculiares a cada uma adentram pelos reinos mineral, vegetal, animal e hominal. Tudo num processo lento e constante , transformando e aperfeiçoando cada etapa em busca da Verdade.
Dois elementos : Princípio Inteligente e Matéria vibrando em conjunto para aprender numa etapa e para ensinar posteriormente.
O Planeta está repleto das energias em evolução , todas buscando compulsoriamente as possibilidades para aprender e apreender a verdade ainda de forma inconsciente.
O Plano Divino:
Sabemos que tudo na natureza se processa de forma gradativa , constante , numa elaboração em busca da perfeição. Tudo chega no tempo certo, a semente germina, surgem os galhos, aparecem às flores, para só depois se colher os frutos. Sempre em ordem, gradual e constante, buscando os elementos necessários para cada etapa.
Energias que vão transformando e formado novos momentos dentro da evolução que se quer obter. Portanto, temos na natureza vegetal, animal e mineral as fases evolutivas de múltiplas etapas de servir. A pedra forma-se pelo agrupamento de partículas materiais que por afinidades são unidas, criam volumes grandes e pequenos para servir de base às construções, sustentando outros elementos que dela necessita para serem agrupados. Muitos outros elementos sólidos contidos entre as pedras podem ser extraídos como o ferro, o cobre, alumínio, zinco, etc.
Neles a natureza organizou suas moléculas com capacidade de se liquefazer dando a total liberdade à ciência de dar-lhes o formato necessário ao seu aproveitamento. Então podemos ver que na natureza material são infinitos os elementos que podem ser utilizados, reutilizados, transformando-se suas estruturas originais com misturas e composições, um sempre sendo solidário ao outro formando a nova composição que será aproveitada na utilidade a que se destina.
No reino vegetal tudo se aproveita, madeiras para infinitas possibilidades, que o ser pouco a pouco descobre a melhor forma de fazê-la servi-lo. Frutos lindos, coloridos, deliciosos no sabor e na cor , alimento natural, folhas, nutrientes e farmacológicos com infinitas aplicações na nutrição e na saúde.
Todo esse reino criado para dar suporte ao próximo reino, o Animal. Pela cadeia alimentar, o reino vegetal dá sustentação para que surja o reino animal.
Toda essa preparação que se inicia no mineral, amplia-se no vegetal, desenvolve-se no animal. Processo perfeito da criação para que o ser escolhido por Deus nosso Criador possa ter do exterior de sua essência todo amparo para desenvolver as potencialidades de perfectibilidade como Princípio Inteligente do Universo.
E o mais belo de toda essa revelação que a natureza nos permite entender e perceber é que em todas as etapas desta evolução, Ele, o Princípio Inteligente foi o elaborador, aglutinador pelas afinidades para que tudo se completasse na execução desse projeto divino.
Em si e para si o Princípio Inteligente no início inconsciente, impulsionado pela forca Divina compulsoriamente consegue conquistar no tempo certo a transformação de inconsciente para semi-consciente atingindo finalmente no reino hominal a racionalidade que o projetará para sempre numa busca eterna da Verdade.
E para alcançá-la não faltará amparo, como sempre foi amparado por irmãos maiores e sobretudo pelo nosso Pai Criador.
Nessa caminhada evolutiva, o Ser em ponto menor, filho do Criador, solitário, recebe a solidariedade sempre dos que lhe preside a caminhada antes e depois de seus passos nesta conquista individual solitária de atributos contidos em essência para torná-lo lúcido com uma inteligência clara capaz de entender o melhor modo de agradecer ao Criador.
Tudo no Universo é energia, aprender a controlar e usar inteligentemente as múltiplas formas energéticas do Cosmo para criar e servir, é o grande projeto em que estamos inseridos por Deus. Quando oramos, abrimos canais para energias do amor , nelas podemos transformar a sombra da dor ou tristeza em alegria e calor. As cores têm vibrações energéticas de diferentes valores, pois a luz decomposta mostra infinitas cores justapostas. Temos tudo na natureza, só nos falta descobrir como aproveitar, cores, luzes, que o amor do Pai nos envolve o Ser.
Nós somos cores, refletindo como estamos no presente momento de cada instante. Alegres, brilhamos. Tristes, apagamos a luz. Agradecidos, iluminamos onde devemos agir. Aproveitemos à vida de relação, ela foi criada para aprendermos na materialidade o que podemos ser na Espiritualidade. É aqui, neste lindo Planeta Azul que Deus nos colocou por um tempo para nos impulsionar no caminho de retorno ao reino Celeste.
Estamos construindo a nossa túnica nupcial para a festa a que estamos convidados a participar. Ela nos habilitará estar com Deus, pois Ele já está em nós sempre.
Muita luz e paz.
Irmão Carlos Augusto do Anjos