15 abr.Alopatia ou Homeopatia?
Chico Xavier responde:
“O medicamento homeopático atua energeticamente e não quimicamente (alopatia), ou seja, sua ação terapêutica vai se dar no plano dinâmico ou energético do corpo humano, que se localiza no perispírito.
A medicação estimula energeticamente o perispírito, que por ressonância vibratória equilibra as disfunções existentes, isto é, o remédio exerce duas funções enquanto atua. Por isso a homeopatia além de tratar doenças físicas, atua também no tratamento dos desequilíbrios emocionais e mentais, promovendo, então, o reequilíbrio físico-espiritual.”
A explicação dada por Francisco Cândido Xavier, na verdade, confirma mensagem trazida pelo próprio Samuel Hahnemann (1755-1843), criador da homeopatia, através da médium Costel, que nenhum estudo possuía sobre a nova ciência. O texto foi psicografado na Sociedade Espírita de Paris em 13 de março de 1863 e está inserido na “Revista Espírita” de Allan Kardec de agosto do mesmo ano.
Acompanhemos:
“Minha filha, venho dar um ensinamento médico aos Espíritas. Aqui a astronomia e a filosofia têm eloqüentes intérpretes; a moral conta tanto escritores quanto médicos. Por que a medicina, em seu lado prático e fisiológico, seria negligenciada?
Fui o criador da renovação médica, que hoje penetra nas fileiras dos sectários da medicina antiga; ligados contra a homeopatia, em vão lhe criaram diques sem número, em vão lhe gritaram: “Não irás mais longe!”. A jovem medicina, triunfante, transpôs todos os obstáculos. O Espiritismo lhe será poderoso auxiliar; graças a ele ela abandonará a tradição materialista que por tanto tempo lhe retardou o desenvolvimento. O estudo médico está inteiramente ligado à pesquisa das causas e efeitos espiritualistas; ela disseca os corpos e deve, também, analisar a alma. Deixai, pois, um velho médico justificar os fins e os meios da doutrina que propagou e que vê estranhamente desfigurada aqui embaixo pelos praticantes e no alto por Espíritos ignorantes que usurpam o seu nome. Gostaria que minha palavra escutada tivesse o poder de corrigir os abusos que alteram a homeopatia e, assim, a impedem de ser útil como deveria sê-lo.
Se eu falasse num centro prático, onde os conselhos pudessem ser ouvidos com proveito eu me elevaria contra a negligência de meus colegas terrenos, que desconhecem as leis primordiais do Organon, exagerando as doses e, sobretudo, não dando à trituração tão importante dos medicamentos os cuidados que indiquei. Muitos esquecem que cem, e às vezes, duzentos golpes são absolutamente necessários ao desprendimento do princípio médico apropriado a cada uma das plantas ou venenos que formam nosso arsenal curador. Nenhum remédio é indiferente e inofensivo; quando o diagnóstico mal observado o faz dar fora de propósito, ele devolve os germes da moléstia que era chamado a combater.
Mas eu me deixo arrastar por meu assunto e eis-me sobre a rampa de dar um curso de homeopatia a um auditório que não pode interessar-se pela questão. Entretanto não julgo inútil iniciar os Espíritas aos princípios fundamentais da ciência, a fim de os premunir contra as decepções que possam sofrer, quer da parte dos homens, quer mesmo da dos Espíritos.”
Observação: Esta dissertação foi motivada pela presença à sessão de um médico homeopata estrangeiro, que desejava a opinião de Hahnemann sobre o estado atual da ciência. Fazemos observar que ela foi dada através de uma jovem senhora que não fez estudos médicos, e à qual necessariamente são estranhos muitos termos especiais.
[tags]alopatia, homeopatia, medicina, kardec, hahnemann, chico xavier[/tags]
Comentários
Não serão aceitas mensagens:
1. com conteúdo difamatório, racista ou de incitação à violência;
2. com linguagem grosseira, obscena ou pornográfica;
3. anônimas ou assinadas com email falso;
4. fora do contexto do blog.





