21 jan.Biografia de Allan Kardec - download das obras
A vida de Allan Kardec pode ser contada de várias maneiras.
Para melhor compreensão de alguns aspectos, preferimos dividi-la em duas fases distintas: a primeira em que, desde o seu nascimento até a idade dos 50 anos, foi conhecido por Hippolyte Léon Denizard Rivail; e a segunda, quando se tornou espírita e passou a assinar Allan Kardec.
1ª fase: Allan Kardec nasceu em Lyon (França), a 3 de outubro de 1804 e foi registrado sob o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail.
Iniciou seus estudos na escola de Pestalozzi (em Yverdun, Suiça). A educação transmitida por Pestalozzi marcou profundamente a vida futura do jovem Rivail.
Tornou-se educador e entusiasta do ensino, tendo sido várias vezes convidado por Pestalozzi para assumir a direção da escola, na sua ausência. Durante 30 anos (de 1824 a 1854), dedicou-se inteiramente ao ensino e foi autor de várias obras didáticas, que em muito contribuíram para o progresso de educação, naquela época.
2ª fase: Em 1855, o prof. Rivail depara, pela primeira vez, com o “fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida”.
Passa então a observar estes fenômenos; pesquisa-os cuidadosamente, graças ao seu espírito de investigação, que sempre lhe fora peculiar, não elabora qualquer teoria pré-concebida, mas insiste na descoberta das causas.
Aplica a estes fenômenos o método experimental com o qual já estava familiarizado na função de educador; e, partindo dos efeitos, remonta às causas e reconhece a autenticidade daqueles fenômenos.
Convenceu-se da existência dos espíritos e de sua comunicação com os homens.
Grande transformação se opera na vida do prof. Rivail: convencido de sua condição de espírito encarnado, adota um nome já usado em existência anterior, no tempo dos druidas: Allan Kardec.
De 1855 a 1869, consagrou sua existência ao Espiritismo; sob a assistência dos Espíritos Superiores, representados pelo Espírito da Verdade, estabelece as bases da Codificação Espírita, em seu tríplice aspecto: Filosófico, Científico e Religioso.
Além das obras básicas da Codificação (Pentateuco Kardequiano), contribuiu com outros livros básicos de iniciação doutrinária, como: O que é o Espiritismo, O Espiritismo na sua mais simples expressão, Instruções práticas sobre as manifestações espíritas e Obras Póstumas.
A estas obras junta-se a Revista Espírita, “jornal” de estudos psicológicos, lançado a 1º de janeiro de 1858 e que esteve sob sua direção por 12 anos.
É também de sua iniciativa a fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1º de abril de 1858 - primeira instituição regularmente constituída com o objetivo de promover estudos que favorecessem o progresso do Espiritismo.
Assim surgiu o Espiritismo: com a ação dos Espíritos Superiores, apoiados na maturidade moral e cultural de Allan Kardec, no papel de codificador.
Com a máxima “Fora da caridade não há salvação”, procura ressaltar a igualdade entre os homens, perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.
E a este princípio cabe juntar outro: “Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão face à face, em todas as épocas da humanidade”. Esclarece Allan Kardec: “A fé raciocinada que se apóia nos fatos e na lógica, não deixa qualquer obscuridade: crê-se, porque se tem certeza e só se está certo, quando se compreendeu”.
Denominado “o bom senso encarnado” pelo célebre astrônomo Camille Flammarion, Allan Kardec desencarnou aos 65 anos, a 31 de março de 1869.
Em seu túmulo, no cemitério de Père Lachaise (Paris), uma inscrição sintetiza a concepção evolucionista da Doutrina Espírita: “Nascer, Morrer, Renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei”.
- Biografia resumida distribuída pela USE-SP
União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo
Download das Obras Fundamentais
O Livro dos Espíritos de 1857, para a parte filosófica; O que é o Espiritismo de 1859; O Livro dos Médiuns, para a parte experimental e científica (janeiro de 1861); O Evangelho Segundo o Espiritismo, para a parte moral (abril de 1864); O Céu e o Inferno, ou a Justiça de Deus segundo o Espiritismo (agosto de 1865); A Gênese, os Milagres e as Predições (janeiro de 1868); e Obras Póstumas que apresenta a biografia completa do Codificador.
O Sr. Allan Kardec nega a justo título de nada ter escrito sob a influência de idéias preconcebidas ou sistemáticas; homem de um caráter frio e calmo, ele observou os fatos, e de suas observações deduziu as leis que os regem; no primeiro deu a teoria e nele formou um corpo metódico e regular.
Comentários
38 comentários para “Biografia de Allan Kardec - download das obras”
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[...] O Espiritismo não possui dogmas de fé. Kardec, com a experiência de educador que possuía, inspirado e auxiliado pela falange de espíritos superiores liderada pelo Espírito da Verdade, compilou em sete obras básicas a Doutrina Espírita. [...]
[...] “Em seu tumulo está escrito: “Nascer, Morrer, Renascer ainda e Progredir sem cessar, tal é a Lei.” [...]
AO NOSSO QUERIDO CODIFICADOR, SEM IDOLATRIA, NEM CULTO Á SUA PERSONALIDADE.
OS SINCEROS AGRADECIMENTOS DA FAMÍLIA ESPÍRITA
[...] O fato mesmo de Caim ser pastor e Abel lavrador já nos mostra que Adão e Eva viviam numa civilização constituída. Se já havia profissões, divisão do trabalho, especialização da produção e até mesmo fundação de cidades, é evidente que o mundo não estava começando, mas já havia começado há muito tempo. Não se pode ajeitar as coisas, diante destes dados do texto. O que se pode e deve fazer é interpretar o texto, desvendar-lhe o sentido, decifrar-lhe o símbolo como o fez Allan Kardec. [...]
O espiritismo é a única religião da dá respostas cientificas, portanto merece crédito de todos que procurão aprofundar nesta religião, as outras só mandam que os fiéis acreditem em seus dogmas sem um questionamento, portanto, sem sombra de dúvida o espiritismo é a verdadeira religião a ser seguida por toda população mundial.
[...] outra parte, temos “O Céu e o Inferno”, em sua segunda parte, 1º capítulo - A Passagem. Nos tópicos “4” e “5” vamos [...]
[...] Mai.Biografia de Pestalozzi Pestalozzi foi um dos maiores educadores da humanidade e mestre de Allan Kardec. Passou a ser conhecido, devido ao conjunto de sua obra, como “O Educador da [...]
[...] primeiro parágrafo da introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, no Livro dos Espíritos, Kardec diz: “Para as coisas novas necessitamos de palavras novas, pois assim o exige a clareza de [...]
Alan Kardec,independente de sua crença foi um ser humano imprescindivel a humanidade.
[...] Leon HIppolite Denizard Rivail (1804-1869) tomou conhecimento dos fenômenos mediúnicos através das sessões das “mesas girantes” que se realizavam com fins de recreação em Paris. Após observação atenta dos fatos, Kardec percebeu a seriedade dos fenômenos, notando que estas manifestações dependiam da presença de determinadas pessoas que foram posteriormente denominadas de médiuns. [...]
tenho todo de meus espirito para apreender todos esses conhecimentos, sabedoria é tudo e a humildade, sou pai e vejo que agora sei o significado de saber como devo apreender direcionar a minha filha que ainda esta dando os primeiros passos.
O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de Verdade. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas fazendo compreender o que Jesus só disse por parábolas. Advertiu o Cristo: “Ouçam os que têm ouvidos para ouvir.” O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porquanto fala sem figuras, nem alegorias; levanta o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios. Vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem, atribuindo causa justa e fim útil a todas as dores.
Belo texto Caballerus!
Abraço!
[...] A Justiça do Amor de Deus Divaldo Franco evocando os 140 anos do livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, onde ele narra os acontecimentos familiares que levaram sua irmã ao suicídio e as naturais [...]
[...] assim, na Doutrina Espírita, Religião da Sabedoria do Amor, vigentes em quaisquer plagas do Universo, a restabelecer o nosso [...]
[...] questão 104 de “O Livro dos Espíritos” descobrimos que existem pseudo-sábios e que “seus conhecimentos são bastante amplos, mas [...]
[...] primeiro passo - e sem ele ninguém pode ser Espírita - é estudar (não apenas ler), a obra base da doutrina, composta por 7 [...]
[...] que uma casa religiosa seja espírita, ela deve seguir os ensinamentos contidos nas Obras Básicas da Doutrina Espírita e no Evangelho de Jesus. Geralmente, os locais espíritas recebem o nome de: [...]
[...] Doutrina Espírita, Consolador prometido por Jesus, tendo como representante humano a figura de Allan Kardec, apoiou-se no pensamento e na cultura européia… [...]
[...] Onde está escrita a lei de Deus? “Na consciência”. (O Livro dos Espíritos, questão 621) [...]
[...] Todo espírita consciente, coerente e, sobretudo, responsável deve fazer de tudo para preservar os postulados da doutrina, ou seja, procurar praticar o Espiritismo com fidelidade à sua obra básica, contida nos livros organizados por Allan Kardec. [...]
[...] e a religião, mostrando-nos a contribuição fascinante da Doutrina Espírita através dos livros da Codificação: A Gênese, O Livro dos Médiuns e O Evangelho Segundo o Espiritismo, um trabalho de psicoterapia [...]
[...] Em O Livro dos Espíritos Allan Kardec afirma: “É nesses seres (os animais) que o princípio inteligente se elabora… [...]
[...] transcrevemos as questões de O Livro dos Espíritos, que nos orientam de modo seguro para o entendimento do assunto [...]
[...] A educação inter-religiosa e universalista que a mãe de Obama escolheu, aproxima-se do ideal religioso de Rousseau, Pestalozzi, Allan Kardec [...]
[...] Allan Kardec pergunta oportunamente na questão 742 de O Livro dos Espíritos o que impele o homem à guerra? Ao que os Espíritos responderam: “Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões”… [...]
NÃO HÁ FÉ INABALÁVEL SE NÃO AQUELA QUE PODE ENCARAR A RAZÃO FACE A FACE EM TODAS AS ÉPOCAS DA HUMANIDADE.
NASCER, MORRER, RENASCER AINDA E PROGREDIR SEMPRE , TAL É A LEI.
FRASES DE ALLAN KARDEC, EM A GENESE.
PARA DEUS O PASSADO E O FUTURO É O PRESENTE.
Sobre o que seria o “pentateuco kardequiano”, eis:
Observe essa matéria do escritor Paulo da Silva Neto Sobrinho:
“Quais São as Obras Básicas ?
Temos percebido uma completa indefinição do que sejam, no Espiritismo, as obras básicas. Quem tiver a curiosidade de pesquisar, por exemplo na Internet, verá que a confusão se instalou no Movimento Espírita, tal qual uma nova torre de Babel.
Querem uns, inclusive, e esses não são poucos, relacioná-las a uma denominação usada por correntes religiosas apoiadas em livros sagrados, que acreditam conter as revelações divinas, quando, não sabemos o porquê, a tratam como o “Pentateuco” da Codificação. Vemos nessa atitude certa incoerência, mas como, infelizmente, muitos não conseguem se desligar do que aprenderam em suas religiões de origem, acabam, se não intencionalmente, pelo menos inconscientemente, trazendo para o nosso meio coisas nunca ditas ou mencionadas pelo Codificador.
Nem mesmo as Instituições, que se dizem representantes do Movimento Espírita, falam a mesma língua, demonstrando, a nosso ver, falta de unidade e coerência Doutrinária. Deixam-nos sem amparo para definir quais livros, publicados por Kardec, devem fazer parte do conjunto das obras básicas.
Por estar assim sem definição é que há gente que só fala, por exemplo, no livro O que é o Espiritismo, como se estivesse nele todo o corpo da Doutrina, apesar da clareza de Kardec em situá-lo como um livro que apenas “contém sumária exposição dos princípios da Doutrina Espírita, um apanhado geral desta, permitindo ao leitor apreender-lhe o conjunto dentro de um quadro restrito”. Embora reconheçamos a sua importância, principalmente, para os que não conhecem o Espiritismo, citar somente ele seria imaturo, pois aos que querem estudar a Doutrina, os outros livros também deverão ser estudados para uma visão mais ampla e, ao mesmo tempo, pormenorizada dos princípios Espíritas.
Geralmente vemos pessoas e Instituições Espíritas citando como obras básicas: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, Evangelho segundo o Espiritismo, A Gênese e O Céu e o Inferno. E, raras vezes, aparecem referências às Obras Póstumas, à Revista Espírita e ao O que é o Espiritismo?, e quando isso ocorre são colocados num segundo plano, como obras complementares, que não seria necessário, mas apenas seria bom lê-las.
Pensando nisso resolvemos, como se diz, “beber água na fonte” para ver se poderíamos encontrar essa definição no que escreveu o Codificador. Vejamos o que Kardec nos fornece como roteiro para estudo.
Em julho de 1859, Kardec recomenda, aos que querem se esclarecer sobre o Espiritismo, que se deve estudar primeiramente o resumo contido no livro O que é Espiritismo?, justificando:
…nesta rápida exposição fomos levados a indicar os pontos que deve, particularmente, fixar-se a atenção do observador. A ignorância dos princípios fundamentais é a causa das falsas apreciações da maioria daqueles que julgam o que não compreendem ou segundo suas idéias preconcebidas.
Na seqüência, para os que desejam saber mais, diz:
…ler-se-á O Livro dos Espíritos, onde os princípios da doutrina estão completamente desenvolvidos; depois, O Livro dos Médiuns para a parte experimental, destinado a servir de guia para aqueles que querem operar por si mesmos, como para aqueles que querem se inteirar dos fenômenos. Vêm, em seguida, as diversas obras onde estão desenvolvidas as aplicações e as conseqüências da doutrina, tais como: A Moral do Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno Segundo o Espiritismo, etc.
Voltando ao assunto, em janeiro de 1861, aconselha, aos que querem adquirir as noções preliminares sobre o Espiritismo, que leiam, nesta ordem:
1º - O que é o Espiritismo? Esta brochura, de apenas uma centena de páginas, é somente uma exposição sumária dos princípios da Doutrina Espírita, um esboço geral que permite abarcar o conjunto sob um quadro restrito. Em poucas palavras, vê-se o objetivo e pode-se julgar sua importância. Por outro lado, nele se encontra a resposta às principais questões ou objeções que estão naturalmente dispostas a fazerem as pessoas novatas. Esta primeira leitura, que não requer senão um pouco tempo, é uma introdução que facilita um estudo mais aprofundado.
2º - O Livro dos Espíritos. Contém a doutrina completa, ditada pelos próprios Espíritos, com toda a sua filosofia e todas as suas conseqüências morais; é a revelação da destinação do homem, a iniciação à dos Espíritos e aos mistérios da vida de além-túmulo. Lendo-o, compreende-se que o Espiritismo tem objetivo sério, e não é um passatempo frívolo.
3º - O Livro dos Médiuns. Destina-se a guiar, na prática das manifestações, pelo conhecimento dos meios mais próprios para comunicar-se com os Espíritos; é um guia, seja para os médiuns, seja para os evocadores, e o complemento de O Livro dos Espíritos.
4º - A Revista Espírita. É uma coletânea variada de fatos, de explicações teóricas e de trechos destacados, que completam o que se disse das duas obras precedentes, e que lhes é, de alguma forma, a aplicação. Sua leitura pode ser feita ao mesmo tempo com elas, mas será mais proveitosa e mais inteligível sobretudo após a leitura de O Livro dos Espíritos
Isto pelo que nos concerne. Aqueles que querem tudo conhecer numa ciência, devem necessariamente ler tudo o que está escrito sobre a matéria, ou, pelo menos, as coisas principais, e não se limitar a um só autor; devem mesmo ler o pró e o contra, as críticas como também as apologias, iniciar-se nos diferentes sistemas, a fim de poderem julgar por comparação. (…)
No mês seguinte, há uma importante fala de Kardec, sobre as publicações das comunicações espontâneas na Revista Espirita, que vem, com certeza, justificar o porquê da recomendação de sua leitura. Leiamos:
O que lhe dá essa opinião é que a grande quantidade de matérias, e a necessidade de coordená-las, permitem muito raramente publicar todas essas questões no número da Revista onde elas são mencionadas no boletim; mas, cedo ou tarde, nela encontram o seu lugar. Aliás, elas constituem um dos elementos essenciais das obras sobre o Espiritismo; foram aproveitadas em O Livro dos Espíritos e em O Livro dos Médiuns onde estão classificadas segundo o seu objeto, e nenhuma daquelas que são essenciais foi omitida. (…).
Ressaltamos que, segundo o próprio Kardec, as comunicações espontâneas que foram publicadas da Revista “constituem um dos elementos essenciais das obras sobre o Espiritismo”, citando os dois livros em que foram aproveitadas.
Em janeiro de 1868, cerca de pouco mais de um ano antes de sua morte, Kardec reafirma, que se encontra na Revista Espírita “no estado de esboço, a maioria das idéias que estão desenvolvidas nesta última obra, conforme o fizemos com as precedentes”, considerando que “A Revista é freqüentemente, para nós, um terreno de ensaio, destinado a sondar a opinião dos homens e dos Espíritos sobre certos princípios, antes de admiti-los como partes constitutivas da Doutrina”.
Concluímos que se básico significa “que ou o que serve de base, de fundamento; basilar, fundamental” (Houaiss), então, pelo que pudemos perceber das recomendações de Kardec, teremos que discriminá-las assim: O que é o Espiritismo, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, A Gênese, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, A Revista Espírita, inclusive, conforme consta na RE mai/1869 (p 132). Às estas acrescentaríamos, por nossa conta, o livro Obras Póstumas, por ser uma publicação de escritos inéditos de Kardec. Se daí quiserem dividi-las em “de iniciação”, “importantes” e “complementares”, não faz a menor diferença, desde que, obviamente, a leitura de todas elas seja recomendada.
E aos que somente lêem o LE, achando que está tudo nele, transcrevemos essa fala de Kardec: “O Livro dos Espíritos não é um tratado completo do Espiritismo; não faz senão colocar-lhe as bases e os pontos fundamentais, que devem se desenvolver sucessivamente pelo estudo e pela observação” (RE 1866, p. 223).”
[...] espíritos que se comunicam por seu intermédio - marginalizam os fundamentos básicos de “O Livro dos Médiuns” e adotam uma linha de conduta que conflita com os propósitos do medianeiro bem [...]
[...] Compreenda que a obsessão é um estado de sintonia da sua mente com mentes desequilibradas… [...]
[...] Com este título, Kardec propõe três questões que são respondidas pelo Espírito S. Luís, em Paris, no ano de 1860… [...]
Saudações à todos que desejam continuar evoluido, embora de vagar, mas de acordo com a velocidade de suas pernas. Sigam o ensino de Governador Planetário, Jesus, O Cristo. Allan Kardec, fiel mestre, pedagogo de uma pedagogia sempre atual. Fiel seguidor do Mestre e fiel escudeiro dos ensinos que adveio de outras dimensões. Os princípios básicos da Doutrina Espírita pertencem a uma verdade Universal, não só deste nosso acanhado planeta. Sigamos com teimosia estes ensinos, e seremos um pouco menos egoístas.
”a Bíblia usou o mito da criação direta de Adão e Eva por Deus.”
ESSA FRASE SE REFERE AO TEXTO DE CAIM TER CRIADO UMA CIDADE , UMA PERGUNTA; SE O QUE ESSA FRASE DIZ SER, E VERDADE QUE A BIBLIA USOU O MITO DA CRIACAO DIRETA POR DEUS DE ADAO E EVA ,ENTAO PODEMOS DIZER QUE O SENHOR JESUS O NAZARENO , TAMBEM E UM MITO?, SE DEUS NAO CRIOU DIRETAMENTE ADAO E EVA , MARIA TERIA TIDO JESUS DE UM HOMEM MORTAL? , HA UMA CORRENTE TEOLOGICA QUE DIZ QUE ADAO E EVA FORAM TENDO MUITOS FILHOS E QUE UMA DE SUAS IRMAS TERIA CASADO COM CAIM, OUTRA COISA , SERA QUE O SER , ABA PAI, CRIADOR DO UNIVERSO , ARQUITETO DO UNIVERSO, O EU SOU, NAO SERIA CAPAZ DE CRIAR NADA DO NADA, OU SERA QUE SEU SOPRO DE VIDA NAO TEM PODER? ME DESCULPE, MAS MITO E UMA PALAVRA MUITO INCABIVEL PARA ESSE ASSUNTO SOBRE CRIACAO, ATE MESMO PARA O ESPIRITISMO.
QUEM FOI A MULHER DE CAIM?
Tipo: Esboços e estudos bíblicos / Autor: Pr. Isaias da Silva
“E conheceu Caim a sua mulher, e ela concebeu e teve a Enoque; e ele edificou uma cidade e chamou o nome da cidade pelo nome de seu filho Enoque”, Gn 4:17.
Por esse versículo dá a entender que nesse tempo já havia muitas pessoas vivendo aqui na terra, não somente Adão, Eva, Caim e Abel (que já havia sido assassinado), pois Caim edificou uma CIDADE. Prá que cidade se não existisse moradores? Só para Caim e sua família bastava uma casa, e não uma cidade.
Caim mesmo após matar a seu irmão e ser repreendido pelo Senhor, disse: “… e será que todo aquele que me achar me matará”, Gn 4:14. Quem é esse TODO a que Caim estava se referindo? Só pode ser outros moradores da terra, irmãos, primos, ou sobrinhos seus.
É possível que quando Caim matou Abel, já estivesse casado. (A Bíblia não diz que sim nem que não)
DA ONDE ENTÃO SURGIRAM ESSES MORADORES SE A BÍBLIA REGISTRA APENAS ADÃO, EVA, CAIM E ABEL? OBSERVE A NARRATIVA BÍBLICA:
“E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um varão”, Gn 4:1.
“E teve mais a seu irmão Abel…”,Gn 4:2a. Sabemos que nenhum ser humano tem um filho hoje e outro amanhã, portanto entre o nascimento de Caim e Abel se passaram no mínimo quase um ano.
“… e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra”, Gn 4:2b. Naturalmente Caim e Abel cresceram como qualquer outra criança, o que passaram sem dúvida MUITOS ANOS desde o nascimento até terem uma profissão.
O que aconteceu nesses anos em que Caim e Abel foram crescendo? Aconteceu a coisa mais natural que existe entre um casal, “Adão e Eva continuaram tendo filhos E FILHAS”, Gn 5:4.
“E aconteceu, AO CABO DE DIAS, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor”, Gn 4:3. O que quer dizer “cabo de dias?”. Significa que mais algum tempo se passou, enquanto isso os outros filhos e filhas de Adão e Eva foram crescendo e se tomando adultos.
Veja isso agora:
“Macho e fêmea os criou, e os abençoou, e chamou o seu nome Adão, no dia em que foram criados. E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho a sua semelhança, conforme a sua imagem, e chamou o seu nome SETE”, Gn 5:2,3. Veja esses versículos com atenção, essa narração diz que Deus criou o homem e a mulher, eles tiveram UM filho e colocaram nome de Sete. Porque colocaram o nome de Sete nesse versículo se sabemos que ANTES de Sete nasceram Caim e Abel?
Foi porque Abel já estava morto, e Caim foi rejeitado por Deus, por isso a Bíblia relata principalmente os nomes das pessoas que são importantes para a história da salvação.
Em Gn 5:4 diz: “E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos, e gerou “FILHOS E FILHAS”.
É por isso que os nomes dos outros filhos e filhas de Adão e Eva não serem mencionado nas escrituras. Foi citado apenas os personagens principais da história da humanidade, MAS JÁ HAVIA MUITAS OUTRAS PESSOAS QUE NUNCA FORAM CITADAS POR NÃO FAZEREM PARTE DO PROPÓSITO DE DEUS PARA A SALVAÇÃO DA HUMANIDADE.
Também é possível supormos que o próprio Abel já fosse casado, antes de ser assassinado por seu irmão.
Visto que Deus começou a humanidade apenas com um homem (Adão) e uma mulher (Eva), CLARO que os primeiros casamentos só poderiam ser feitos ENTRE IRMÃOS, já que não existia outra pessoa com quem se casar.
Para os que acham que ISSO É UM ABSURDO e que SERIA CONTRA a vontade de Deus, veja Gn 7:7: “E entrou Noé, e seus filhos, e sua mulher, e as mulheres de seus filhos com ele na arca, por causa das águas do dilúvio”. Como foi que a humanidade se multiplicou novamente APÓS o dilúvio? Pois só ficou viva a família de Noé. Não foi através do casamento entre parentes? Se Deus fosse contra essa prática ele teria deixado pelos menos DUAS famílias diferentes na arca, como também teria criado dois homens e duas mulheres no princípio.
Não diz a Bíblia também que ABRAÃO ERA CASADO COM SUA PRÓPRIA IRMÃ? Veja Gn 20:12: “E, na verdade, é ela também minha irmã, FILHA DE MEU PAI, mas não da minha mãe; e veio a ser MINHA MULHER”. E não foi ele o escolhido por Deus, e o nosso “Pai na fé?”
E quando Abraão já era de idade avançada, onde foi que ele fez seu servo prometer que ia buscar uma esposa para Isaque? Não foi no meio dos seus parentes? “… mas que irás à minha terra e à minha parentela e dai tomarás mulher para o meu filho Isaque”, Gn 24:4.
Quem escreveu o artigo acima?
Pr. Isaias da Silva
Pastor filiado a COMIEADEPA sob nº 1328, teólogo, Professor de Teologia, Compositor evangélico, Escritor evangélico. Fundador do IBIBRAC – Instituto Bíblico o Brasil para Cristo, em Sumaré – SP. Fundador do IBADESPA – Instituto Bíblico das Assembléias de Deus no Sul do Pará. Fundador e Presidente do MIPEB – Ministério Pentecostal de Ensino Bíblico. Diretor Executivo da FAETAM – Faculdade de Educação Teológica da Amazônia. Diretor Pedagógico da ETADEPA – Escola Teológica das Assembléias de Deus no Estado do Pará.
Com quem se casou Caim?
Caim foi o primeiro filho de Adão. Em Gênesis 4.2 encontramos Caim como lavrador, ou seja, já como homem adulto. Então ele matou seu irmão e saiu da face do Senhor (versículo 16), indo habitar na terra de Nodeversículo (evidentemente ela deveria ter este nome quando Moisés escreveu o Gênesis e significa “nômade” ou “errante”). Não nos é dito quanto tempo se passou do versículo 16 até o versículo 17, quando Caim encontra uma esposa. A Bíblia não nos diz e só podemos nos basear em conjecturas. Mas são conjecturas perfeitamente possíveis e nada têm de estranho.
Alguns, que não crêem, procuram usar desta passagem para desacreditar o escrito divino. Em Gênesis 5.3 nos é dito que Adão estava com 130 anos quando gerou Sete, e esta idade deveria ser um pouco mais que a idade de Caim. Lembre se que Adão foi criado adulto e deve ter caído em pecado logo após a criação de Eva pois, embora Deus já tivesse ordenado que se multiplicassem (Gênesis 1.28), Adão só conheceu sua mulher após ter sido expulso do Éden (Gênesis 4.1).
Embora a primeira impressão que se tem é que Sete tenha sido o terceiro filho de Adão e Eva, não podemos afirmar isto com certeza, pois a Palavra de Deus geralmente assinala apenas o nome daqueles que têm alguma importância no contexto ou de quem viria uma genealogia. É comum também se omitir o nome das filhas. O fato de, por exemplo, não encontrarmos os nomes dos descendentes dos bisnetos de Caim não significa que não tenham existido. Simplesmente não são citados pois nada tinham a ver com o relato divino.
Porém, supondo que Adão não tenha tido filhos além de Caim e Abel, depois de haver gerado Sete, Adão viveu mais oitocentos anos e “gerou filhos e filhas”. Quantos? Não nos é mostrado, mas você pode imaginar. Se um casal brasileiro consegue gerar uma média de 4 filhos, vivendo uma média de 60 anos, o que não faria durante 800 anos, em condições de saúde muito menos prejudicadas pelo pecado do que a que vemos em nossos dias! Junte se a isto os filhos de sua descendência e você chegará a números enormes.
Creio que se Caim viveu uns oitocentos anos (que era a média da época), quando estava com uns trezentos anos já podia escolher, entre milhares de primas, sobrinhas e parentes distantes, uma esposa para si. E não somente isto, como também já podia construir uma cidade para abrigar tanta gente, como realmente o fez no capítulo 4.17. Não faria sentido construir uma cidade se não existisse já uma população para ela. Já li um cálculo que foi feito da população da Terra na época do dilúvio, que aconteceu cerca de 1700 anos após a Criação, e é fantástico o número de pessoas que poderiam estar habitando a Terra.
Não há nada de anormal nisso se multiplicarmos a geração de um homem de nossos dias por dez, que seria o equivalente aos oitocentos anos em média que se vivia então. Pela extensão dos anos de vida do homem naquela época, é possível que netos de Caim, ou até mesmo filhos de sua velhice, tenham perecido no dilúvio. O problema maior para entendermos tudo isso reside no fato esquecermos que o tempo de vida de um homem antes do dilúvio era muito maior que hoje. Mas podemos ficar sossegados; Caim teve tempo suficiente para ter várias opções de escolha até tomar uma esposa para si.
OBS.: DEUS TEVE MISERICÓRIDIA DE TI!
[...] Busquemos a plenitude intelecto-moral, conforme tão bem acentua o nobre Codificador do Espiritismo, Allan Kardec. [...]
[...] Em O Livro dos Espíritos, questão 339, Kardec faz a seguinte pergunta: “O momento da encarnação é acompanhado de uma perturbação semelhante aquela que tem lugar na desencarnação?” R: - “Muito maior e sobretudo mais longa. Na morte, o espírito sai da escravidão, no nascimento, entra nela.” [...]
Boa noite me chamo Djair e Gostaria de receber novidades sobre o espiritismo.
[...] Ora, não credes que basta pronunciar algumas palavras para afastar os maus Espíritos; guardai-vos, sobretudo, de vos servirdes de uma dessas fórmulas banais, que se recita para desencargo de consciência; sua eficácia está na sinceridade do sentimento que a dita; está, sobretudo, na unanimidade da intenção… [...]