21 jan.Allan Kardec
A vida de Allan Kardec pode ser contada de várias maneiras.
Para melhor compreensão de alguns aspectos, preferimos dividi-la em duas fases distintas: a primeira em que, desde o seu nascimento até a idade dos 50 anos, foi conhecido por Hippolyte Léon Denizard Rivail; e a segunda, quando se tornou espírita e passou a assinar Allan Kardec.
1ª fase: Allan Kardec nasceu em Lyon (França), a 3 de outubro de 1804 e foi registrado sob o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail.
Iniciou seus estudos na escola de Pestalozzi (em Yverdun, Suiça). A educação transmitida por Pestalozzi marcou profundamente a vida futura do jovem Rivail.
Tornou-se educador e entusiasta do ensino, tendo sido várias vezes convidado por Pestalozzi para assumir a direção da escola, na sua ausência. Durante 30 anos (de 1824 a 1854), dedicou-se inteiramente ao ensino e foi autor de várias obras didáticas, que em muito contribuíram para o progresso de educação, naquela época.
2ª fase: Em 1855, o prof. Rivail depara, pela primeira vez, com o “fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida”.
Passa então a observar estes fenômenos; pesquisa-os cuidadosamente, graças ao seu espírito de investigação, que sempre lhe fora peculiar, não elabora qualquer teoria pré-concebida, mas insiste na descoberta das causas.
Aplica a estes fenômenos o método experimental com o qual já estava familiarizado na função de educador; e, partindo dos efeitos, remonta às causas e reconhece a autenticidade daqueles fenômenos.
Convenceu-se da existência dos espíritos e de sua comunicação com os homens.
Grande transformação se opera na vida do prof. Rivail: convencido de sua condição de espírito encarnado, adota um nome já usado em existência anterior, no tempo dos druidas: Allan Kardec.
De 1855 a 1869, consagrou sua existência ao Espiritismo; sob a assistência dos Espíritos Superiores, representados pelo Espírito da Verdade, estabelece as bases da Codificação Espírita, em seu tríplice aspecto: Filosófico, Científico e Religioso.
Além das obras básicas da Codificação (Pentateuco Kardequiano), contribuiu com outros livros básicos de iniciação doutrinária, como: O que é o Espiritismo, O Espiritismo na sua mais simples expressão, Instruções práticas sobre as manifestações espíritas e Obras Póstumas.
A estas obras junta-se a Revista Espírita, “jornal” de estudos psicológicos, lançado a 1º de janeiro de 1858 e que esteve sob sua direção por 12 anos.
É também de sua iniciativa a fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1º de abril de 1858 - primeira instituição regularmente constituída com o objetivo de promover estudos que favorecessem o progresso do Espiritismo.
Assim surgiu o Espiritismo: com a ação dos Espíritos Superiores, apoiados na maturidade moral e cultural de Allan Kardec, no papel de codificador.
Com a máxima “Fora da caridade não há salvação”, procura ressaltar a igualdade entre os homens, perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.
E a este princípio cabe juntar outro: “Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão face à face, em todas as épocas da humanidade”. Esclarece Allan Kardec: “A fé raciocinada que se apóia nos fatos e na lógica, não deixa qualquer obscuridade: crê-se, porque se tem certeza e só se está certo, quando se compreendeu”.
Denominado “o bom senso encarnado” pelo célebre astrônomo Camille Flammarion, Allan Kardec desencarnou aos 65 anos, a 31 de março de 1869.
Em seu túmulo, no cemitério de Père Lachaise (Paris), uma inscrição sintetiza a concepção evolucionista da Doutrina Espírita: “Nascer, Morrer, Renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei”.
- Biografia resumida distribuída pela USE-SP
União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo
Download das Obras Fundamentais
O Livro dos Espíritos de 1857, para a parte filosófica; O que é o Espiritismo de 1859; O Livro dos Médiuns, para a parte experimental e científica (janeiro de 1861); O Evangelho Segundo o Espiritismo, para a parte moral (abril de 1864); O Céu e o Inferno, ou a Justiça de Deus segundo o Espiritismo (agosto de 1865); A Gênese, os Milagres e as Predições (janeiro de 1868); e Obras Póstumas que apresenta a biografia completa do Codificador.
O Sr. Allan Kardec nega a justo título de nada ter escrito sob a influência de idéias preconcebidas ou sistemáticas; homem de um caráter frio e calmo, ele observou os fatos, e de suas observações deduziu as leis que os regem; no primeiro deu a teoria e nele formou um corpo metódico e regular.
Comentários
22 comentários para “Allan Kardec”
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[...] O Espiritismo não possui dogmas de fé. Kardec, com a experiência de educador que possuía, inspirado e auxiliado pela falange de espíritos superiores liderada pelo Espírito da Verdade, compilou em sete obras básicas a Doutrina Espírita. [...]
[...] “Em seu tumulo está escrito: “Nascer, Morrer, Renascer ainda e Progredir sem cessar, tal é a Lei.” [...]
AO NOSSO QUERIDO CODIFICADOR, SEM IDOLATRIA, NEM CULTO Á SUA PERSONALIDADE.
OS SINCEROS AGRADECIMENTOS DA FAMÍLIA ESPÍRITA
[...] O fato mesmo de Caim ser pastor e Abel lavrador já nos mostra que Adão e Eva viviam numa civilização constituída. Se já havia profissões, divisão do trabalho, especialização da produção e até mesmo fundação de cidades, é evidente que o mundo não estava começando, mas já havia começado há muito tempo. Não se pode ajeitar as coisas, diante destes dados do texto. O que se pode e deve fazer é interpretar o texto, desvendar-lhe o sentido, decifrar-lhe o símbolo como o fez Allan Kardec. [...]
O espiritismo é a única religião da dá respostas cientificas, portanto merece crédito de todos que procurão aprofundar nesta religião, as outras só mandam que os fiéis acreditem em seus dogmas sem um questionamento, portanto, sem sombra de dúvida o espiritismo é a verdadeira religião a ser seguida por toda população mundial.
[...] outra parte, temos “O Céu e o Inferno”, em sua segunda parte, 1º capítulo - A Passagem. Nos tópicos “4” e “5” vamos [...]
[...] Mai.Biografia de Pestalozzi Pestalozzi foi um dos maiores educadores da humanidade e mestre de Allan Kardec. Passou a ser conhecido, devido ao conjunto de sua obra, como “O Educador da [...]
[...] primeiro parágrafo da introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, no Livro dos Espíritos, Kardec diz: “Para as coisas novas necessitamos de palavras novas, pois assim o exige a clareza de [...]
Alan Kardec,independente de sua crença foi um ser humano imprescindivel a humanidade.
[...] Leon HIppolite Denizard Rivail (1804-1869) tomou conhecimento dos fenômenos mediúnicos através das sessões das “mesas girantes” que se realizavam com fins de recreação em Paris. Após observação atenta dos fatos, Kardec percebeu a seriedade dos fenômenos, notando que estas manifestações dependiam da presença de determinadas pessoas que foram posteriormente denominadas de médiuns. [...]
tenho todo de meus espirito para apreender todos esses conhecimentos, sabedoria é tudo e a humildade, sou pai e vejo que agora sei o significado de saber como devo apreender direcionar a minha filha que ainda esta dando os primeiros passos.
O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de Verdade. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas fazendo compreender o que Jesus só disse por parábolas. Advertiu o Cristo: “Ouçam os que têm ouvidos para ouvir.” O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porquanto fala sem figuras, nem alegorias; levanta o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios. Vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem, atribuindo causa justa e fim útil a todas as dores.
Belo texto Caballerus!
Abraço!
[...] A Justiça do Amor de Deus Divaldo Franco evocando os 140 anos do livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, onde ele narra os acontecimentos familiares que levaram sua irmã ao suicídio e as naturais [...]
[...] assim, na Doutrina Espírita, Religião da Sabedoria do Amor, vigentes em quaisquer plagas do Universo, a restabelecer o nosso [...]
[...] questão 104 de “O Livro dos Espíritos” descobrimos que existem pseudo-sábios e que “seus conhecimentos são bastante amplos, mas [...]
[...] primeiro passo - e sem ele ninguém pode ser Espírita - é estudar (não apenas ler), a obra base da doutrina, composta por 7 [...]
[...] que uma casa religiosa seja espírita, ela deve seguir os ensinamentos contidos nas Obras Básicas da Doutrina Espírita e no Evangelho de Jesus. Geralmente, os locais espíritas recebem o nome de: [...]
[...] Doutrina Espírita, Consolador prometido por Jesus, tendo como representante humano a figura de Allan Kardec, apoiou-se no pensamento e na cultura européia… [...]
[...] Onde está escrita a lei de Deus? “Na consciência”. (O Livro dos Espíritos, questão 621) [...]
[...] Todo espírita consciente, coerente e, sobretudo, responsável deve fazer de tudo para preservar os postulados da doutrina, ou seja, procurar praticar o Espiritismo com fidelidade à sua obra básica, contida nos livros organizados por Allan Kardec. [...]
[...] e a religião, mostrando-nos a contribuição fascinante da Doutrina Espírita através dos livros da Codificação: A Gênese, O Livro dos Médiuns e O Evangelho Segundo o Espiritismo, um trabalho de psicoterapia [...]