Chico Xavier: “Os espíritas estão morrendo mal”
Jorge Hessen
A culpa e os pesares da consciência são maiores quanto melhor o homem sabe o que faz. Kardec conclui primorosamente este ensinamento, afirmando que “A responsabilidade é proporcional aos meios de que ele o homem dispõe para compreender o bem e o mal. Assim, é mais culpado, aos olhos de Deus, o homem instruído que pratica uma simples injustiça, do que o selvagem ignorante que se entrega aos seus instintos.”
Há uma frase atribuída a Chico Xavier que diz o seguinte:
- “Os espíritas estão morrendo mal“.
De fato:
- “Muitos espíritas estão desencarnando em situações deploráveis, recebendo socorro em sanatórios no Plano Maior da Vida em virtude das péssimas condições morais e psíquicas em que se encontram.”
No livro Vozes do Grande Além, Sayão, um pioneiro do Espiritismo no Brasil, afirma que “nas vastidões obscuras das esferas inferiores, choram os soldados que perderam inadvertidamente a oportunidade da vitória“.
São aqueles companheiros nossos que transitaram no luminoso carreiro da Doutrina, exigindo baixasse o Céu até eles, sem coragem para o sacrifício de se elevarem até o Céu. Permutando valores eternos pelo prato de lentilhas da facilidade humana, precipitaram-se no velho rochedo da desilusão.
Aos espíritas sinceros e/ou simpatizantes do Espiritismo precisamos alertar:
- “Ninguém tem o direito de acender uma candeia e ocultá-la sob o alqueire, quando há o predomínio de sombras solicitando claridade“.
Muitos espíritas que, presunçosamente, se auto-avaliam equilibrados estão desencarnando muito mal. Nessas condições, estão os espíritas desonestos, adúlteros, mentirosos, ambiciosos, mercantilistas inescrupulosos das obras espíritas, os tirânicos dos Centros Espíritas, os que trabalham nas hostes espíritas só para auferirem vantagens pessoais, os supostos médiuns que ficam ricos com a venda de livros de baixíssimo nível doutrinário, etc., etc.
Este último aspecto preocupa muito, pois, atualmente, existe uma enxurrada de publicações de livros “psicografados” que não passam de ficções de péssima qualidade.
Livros com erros absurdos de gramática, assuntos empolados, idéias desconexas, oriundas dos subprodutos de mentes doentes, de médiuns e/ou supostos “espíritos”, que visam tirar dinheiro dos neófitos com a venda de tais entulhos anti-doutrinários, mas que enchem os olhos dos incautos pela imaginação fantasiosa.
Insistentes, esses aparentes “psicógrafos” ou despreparados “espíritos” estão construindo denso universo de sombras sobre o Projeto Kardeciano, confundindo pessoas inexperientes, que batem à nossa porta em busca de esclarecimento e consolação.
Esses “médiuns” e/ou “espíritos inferiores” ocultam, sob o empolamento (enganação), o vazio de suas idéias esquisitas. Usam de uma linguagem pretensiosa, ridícula, obscura, forçando a barra para que pareça profunda.
- Até quando?
- Eis a questão!
- O tempo urge.
Comentários
8 comentários para “Chico Xavier: “Os espíritas estão morrendo mal””
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1. com conteúdo difamatório, racista ou de incitação à violência;
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Resta a pergunta: qual setor ou órgão pode nos indicar as obras apropriadas ao verdadeiro espiritismo, sem que corramos o risco de lermos a “má doutrina”, ainda que porventura bem intencionada?
Existe – talvez na FEB – algum catálogo fidedigno?
O único antídoto capaz de neutralizar esses absurdos que pipocam no meio espírita é o estudo sério das obras de Kardec.
Sim, perfeito, isso já o sabemos. No entanto, não se pode dizer que a verdadeira Doutrina Espírita inicia e termina em Kardec, correto? Ele mesmo nos asseverou disso, quando se referiu ao dinamismo da D.E., que tende a evoluir com o tempo, não em seus postulados principais, ditados pelos espíritos, mas nos esclarecimentos a que a humanidade faça jus com o tempo e seja capaz de compreender.
Numa palavra: como saber quais obras “complementam” a codificação kardequiana? Como prosseguir com segurança os estudos, após aprofundar-se na própria codificação?
Abraços
É preciso compreender melhor esse dinamismo da D.E..
Para o Físico Brian Greene existe dois tipos de teoria: a encontrada e a descoberta.
A descoberta pode-se modificar.
A encontrada é como um edifício pronto, não se pode modificar nada a não ser entrar em salas que nunca antes havíamos entrado e descobrir coisas novas.
Assim é com o Espiritismo, não podemos modificar nada. Mas entrarmos em salas que ainda não conhecíamos e descobrirmos coisas novas.
Então, sempre que surge um conceito novo no seio da doutrina, só podemos aceitá-lo se este estiver absolutamente coerente com a doutrina, com o que já está estabelecido como princípio básico.
Aí temos o ponto de partida para não cairmos na cilada dos inescrupulosos.
O segundo passo, o qual considero fundamental para aceitar um novo conceito como verdade, é submetê-lo ao método do controle universal dos ensinos espíritas, que Kardec utilizava para compilar os livros da codificação. Em “O Livro dos Médiuns”, cap. XXXI, item XXVIII, Kardec faz a seguinte recomendação:
“A melhor garantia de que um princípio é a expressar da verdade se encontra em ser ensinado e revelado por diferentes espíritos, com o concurso de médiuns diversos, desconhecidos uns dos outros e em lugares vários, e em ser, ao demais, confirmado pela razão e sancionado pela adesão do maior número. Só a verdade pode fornecer raízes a uma doutrina. Um Sistema errôneo pode, sem dúvida, reunir alguns aderentes; mas, como lhe falta a primeira condição de vitalidade, efêmera será a sua existência. Não há, pois, motivo para que com ele nos inquietemos. Seus próprios erros o matam e a sua queda será inevitável aos golpes da poderosa arma que é a lógica.”
Minha opinião? Se Kardec estivesse vivo, poucos médiuns teriam sua confiança.
Muita paz!
Caros irmãos, com certeza já leram Obras Póstumas de Allan Kardec, então bem sabem que ele prometeu à sua vinda para o final do século 19 ou começo do século 20.
Pois bem, ele já veio e já voltou à pátria mãe, deixou tudo restaurado como havia prometido. Pois ele ajudou a fundar a Federação Espírita de São Paulo e bem disse quem era para àqueles da época mas o negaram pois, o mesmo havia pedido para que parasse com as vendas de livros ditadas por alguns espitecos então disseram a ele que não poderiam fazer isso e o renegaram.
Fundando então o DIVINISMO.
Concordo com Juan. Como a própria Doutrina Espírita evolui, como iremos submeter o “novo” e encontrar ou não concordância com a Codificação se o próprio nome já diz? Se o próprio e mesmo “erro”, se difunde entre vários centros espíritas, espiritualistas e umbandistas.
Eu gostaria muito que meus conhecimentos sobre a D.E. pudessem dar um passo seguro e mais firme fora dos solo do Pentatêuco Kardequiano, mas parece que hoje em dia vivemos em uma época em que os estudos espíritas foram abandonados. Não me refiro as pessoas que ainda pregam o amor e a caridade, mas ao avanço do espiritismo sobre os novos temas como chacras, lei da atração, dragões, etc., que vem sendo desenvolvidos por pessoas um pouco mais “desvinculadas” do movimento espírita como Robson Pinheiro.
Fica aí minha opinião e se alguém puder opinar (sem sectarismo espírita), fico grato.
PS.: À Equipe Dupla Vista. Por favor, não sensurem esta minha mensagem como fizeram com todas as outras, minha opinião pode incomodar mas garanto que é de boa vontade em aprender, não de criticar.
Fernando Santos, nenhuma opinião incomoda. Neste momento temos 3.068 comentários aprovados. Discordamos de centenas. Mas estão aí para todos apreciarem.
Censuramos apenas comentários:
1. com conteúdo difamatório, racista ou de incitação à violência;
2. com linguagem grosseira, obscena ou pornográfica;
3. anônimas ou assinadas com email falso;
4. fora do contexto do site.
Concordo com todas as opiniões sobre a questão da necessidade de fidelidade aos princípios kardecianos.
A verdade é como o sol que há de iluminar e destruir todas as sombras existentes nos escaninhos escuros da mente humana, dilatando a fé racional, nos dita o Espírito da Verdade. O espiritismo e seus fiéis seguidores têm a missão de ajudar no equilibrio das vibrações que envolvem a terra e alinhar o coracao dos homens de Boa Vontade no mesmo diapasão Divino como resposta ao chamamento de Deus para o momento atual de transformação do planeta para um mundo melhor, ou seja, fundar definitivamente o Reino de Deus na Terra com a supervisão amorosa de Jesus Cristo. O homem bem intencionado compreende que não é perfeito, portanto, sujeito a erros. Somente Jesus é perfeito e não cometeu erros em palavras e atos; os erros atribuídos a Jesus ou a seus ensinos é, como analisado por Allan Kardec, uma resultante de falsas interpretações, transcrições falhas e errôneas de acordo com as conveniências humanas ao longo de quase dois mil anos. Diante das dificuldades citadas, pelos companheiros de como continuar fiel aos postulados de Allan Kardec e sua continuidade de estudos numa crescente evolução, diante de tantas informações provenientes do plano material e do plano espiritual, basta que o espirita confie nas edições espíritas que trazem o cunho da Federação Espírita Brasileira, pois, segundo Kardec é mais fácil enganar a um do que enganar a muitos e, considerando que a FEB é presidida espiritualmente pelo Anjo Ismael juntamente com um cortejo de espíritos luminares de nosso progresso, nenhuma obra editada pela FEB pode distoar com os princípios de Allan Kardec, uma vez que, antes de serem editadas, são aprovadas pelos dirigentes encarnados com a aprovação da pleiade de espíritos iluminados e assistidos pelo Anjo Ismael, este, ligado diretamente a Jesus Cristo. Portanto, aí temos um caminho mais seguro para caminhar e continuar progredindo de forma cristalina com os principios que amamos.