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	<title>Comentários sobre: Inveja (1)</title>
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	<description>Dupla Vista é um site sobre Espiritismo escrito por Marcelo Leite. Todos os artigos e palestras em áudio e vídeo são coerentes com os ensinamentos de Allan Kardec</description>
	<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 11:59:17 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Carlos Q</title>
		<link>http://duplavista.com.br/arquivo/inveja-1/comment-page-1#comment-1575</link>
		<dc:creator>Carlos Q</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Dec 2008 15:38:29 +0000</pubDate>
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		<description>O conteúdo deste artigo é-me muito familiar. Tenho um irmão mais velho, com uma diferença de idade muito reduzida e que adquiriu este comportamento desde muito cedo.

Para além de eu ter nascido quando ele ainda não tinha 2 anos, retirando-lhe a exclusividade do amor e da atenção dos nossos pais, à medida que fui crescendo transformei-me numa criança muito extrovertida, com grande sentido de humor e invulgarmente bonita. Estas características canalizavam grande parte das atenções e elogios para mim. Quando atingimos a fase adolescente, comecei a sentir uma grande hostilidade por parte do meu irmão mas sem perceber o motivo. Tinha ataques de raiva em que humilhava de forma muito intensa quem o contrariasse, desde a minha mãe aos meus irmãos e principalmente a mim. Devido ao gosto pela leitura, desenvolveu uma grande capacidade de argumentação e utilizava-a da pior maneira. Naquela fase da adolescência já por si crítica, no que diz respeito à nossa estruturação enquanto pessoas, lembro-me de entrar diversas vezes em depressão por me convencer das acusações que ele me fazia. Na altura dividíamos um quarto e eu não aguentava mais os ataques, as humilhações constantes e as atitudes desrespeitadoras que ele me infringia e decidi interromper os estudos para ir trabalhar e sair de casa. Só muito mais tarde percebi que essa foi a conquista da vida dele. A recuperação da exclusividade do espaço que tinha perdido quando eu nasci, mantendo-se em casa dos meus pais até quase aos 40 anos de idade.

Passei anos sem falar com ele. Adquiri a minha casa que dividia com uma companheira. Evolui profissionalmente contra todas as expectativas porque não tinha estudos, sendo reconhecido pelos meus familiares e particularmente pelo meu pai como sendo uma pessoa lutadora e conquistadora.

Entretanto o meu irmão expressava uma visão diferente, explicava o meu êxito como tendo a ver apenas com sorte desvalorizando todas as minhas conquistas.

Ao fim duns anos o meu irmão reaproximou-se e estabelecemos uma relação dalguma cumplicidade em que nos relacionávamos com bastante frequência. A partir de certa altura percebi que ele tinha uma necessidade enorme de se comparar comigo, relativamente aos meus rendimentos às nossas conquistas. Em simultâneo apercebi-me também da tendência que tinha para falar mal de toda gente, dos irmãos, do pai e dos amigos comuns, com tal gravidade e convicção que me levou a afastar-me de muitas pessoas. Mas reparava que ele próprio estabelecia uma relação cada vez mais íntima com essas mesmas pessoas de quem falava atrocidades. Quando dei por mim, tinha-me afastado da família e dos amigos. Comecei então a perceber que esta atitude do meu irmão, tinha como único objectivo competir comigo em todas as áreas mas principalmente no que diz respeito à atenção da família e dos amigos.

À mínima contrariação tinha ataques de raiva na presença da família em que de forma quase histérica me fazia acusações gravíssimas mas descontextualizadas. Este tipo de atitude nunca acontecia em frente aos amigos a quem passava uma imagem duma pessoa perfeita e equilibrada.
			
Entretanto já com 43 anos, afastando-me outra vez dele, consegui ultrapassar tudo isto, recuperando algum equilíbrio emocional e as minhas amizades. Há pouco tempo reaproximou-se de mim e à primeira oportunidade, numa reunião de família, tornou a atacar-me daquela forma grave, fazendo-me reviver as sensações de depressão e de sentimentos de ódio que tinha na adolescência.

Enfim, tudo isto para dizer que finalmente percebi que o meu irmão não suporta ver-me bem, equilibrado, feliz, admirado por terceiros. É nessas altura que ele se aproxima e me ataca de forma feroz, sabendo do impacto que isso tem em mim.

Tive necessidade de documentar e fundamentar a minha teoria, que em tudo coincide com este artigo e que explica o fenómeno da competição e inveja entre irmãos. Isto tem servido também para o desculpar, já que ele neste processo, de certa forma, também foi vítima das circunstâncias. Por outro lado tem servido para eu conseguir controlar o sentimento de ódio que se instalou em mim e que tem vindo a ser substituído por um sentimento de pena…</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O conteúdo deste artigo é-me muito familiar. Tenho um irmão mais velho, com uma diferença de idade muito reduzida e que adquiriu este comportamento desde muito cedo.</p>
<p>Para além de eu ter nascido quando ele ainda não tinha 2 anos, retirando-lhe a exclusividade do amor e da atenção dos nossos pais, à medida que fui crescendo transformei-me numa criança muito extrovertida, com grande sentido de humor e invulgarmente bonita. Estas características canalizavam grande parte das atenções e elogios para mim. Quando atingimos a fase adolescente, comecei a sentir uma grande hostilidade por parte do meu irmão mas sem perceber o motivo. Tinha ataques de raiva em que humilhava de forma muito intensa quem o contrariasse, desde a minha mãe aos meus irmãos e principalmente a mim. Devido ao gosto pela leitura, desenvolveu uma grande capacidade de argumentação e utilizava-a da pior maneira. Naquela fase da adolescência já por si crítica, no que diz respeito à nossa estruturação enquanto pessoas, lembro-me de entrar diversas vezes em depressão por me convencer das acusações que ele me fazia. Na altura dividíamos um quarto e eu não aguentava mais os ataques, as humilhações constantes e as atitudes desrespeitadoras que ele me infringia e decidi interromper os estudos para ir trabalhar e sair de casa. Só muito mais tarde percebi que essa foi a conquista da vida dele. A recuperação da exclusividade do espaço que tinha perdido quando eu nasci, mantendo-se em casa dos meus pais até quase aos 40 anos de idade.</p>
<p>Passei anos sem falar com ele. Adquiri a minha casa que dividia com uma companheira. Evolui profissionalmente contra todas as expectativas porque não tinha estudos, sendo reconhecido pelos meus familiares e particularmente pelo meu pai como sendo uma pessoa lutadora e conquistadora.</p>
<p>Entretanto o meu irmão expressava uma visão diferente, explicava o meu êxito como tendo a ver apenas com sorte desvalorizando todas as minhas conquistas.</p>
<p>Ao fim duns anos o meu irmão reaproximou-se e estabelecemos uma relação dalguma cumplicidade em que nos relacionávamos com bastante frequência. A partir de certa altura percebi que ele tinha uma necessidade enorme de se comparar comigo, relativamente aos meus rendimentos às nossas conquistas. Em simultâneo apercebi-me também da tendência que tinha para falar mal de toda gente, dos irmãos, do pai e dos amigos comuns, com tal gravidade e convicção que me levou a afastar-me de muitas pessoas. Mas reparava que ele próprio estabelecia uma relação cada vez mais íntima com essas mesmas pessoas de quem falava atrocidades. Quando dei por mim, tinha-me afastado da família e dos amigos. Comecei então a perceber que esta atitude do meu irmão, tinha como único objectivo competir comigo em todas as áreas mas principalmente no que diz respeito à atenção da família e dos amigos.</p>
<p>À mínima contrariação tinha ataques de raiva na presença da família em que de forma quase histérica me fazia acusações gravíssimas mas descontextualizadas. Este tipo de atitude nunca acontecia em frente aos amigos a quem passava uma imagem duma pessoa perfeita e equilibrada.</p>
<p>Entretanto já com 43 anos, afastando-me outra vez dele, consegui ultrapassar tudo isto, recuperando algum equilíbrio emocional e as minhas amizades. Há pouco tempo reaproximou-se de mim e à primeira oportunidade, numa reunião de família, tornou a atacar-me daquela forma grave, fazendo-me reviver as sensações de depressão e de sentimentos de ódio que tinha na adolescência.</p>
<p>Enfim, tudo isto para dizer que finalmente percebi que o meu irmão não suporta ver-me bem, equilibrado, feliz, admirado por terceiros. É nessas altura que ele se aproxima e me ataca de forma feroz, sabendo do impacto que isso tem em mim.</p>
<p>Tive necessidade de documentar e fundamentar a minha teoria, que em tudo coincide com este artigo e que explica o fenómeno da competição e inveja entre irmãos. Isto tem servido também para o desculpar, já que ele neste processo, de certa forma, também foi vítima das circunstâncias. Por outro lado tem servido para eu conseguir controlar o sentimento de ódio que se instalou em mim e que tem vindo a ser substituído por um sentimento de pena…</p>
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	<item>
		<title>Por: Fernanda lobo</title>
		<link>http://duplavista.com.br/arquivo/inveja-1/comment-page-1#comment-1334</link>
		<dc:creator>Fernanda lobo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 13:56:04 +0000</pubDate>
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		<description>Gostei, me trouxe respostas para meu proprio comportamento. Mas fiquei com uma pergunta...

Como curar a inveja dentro de mim? quero vencer isso a qualquer preço... se for preciso castigar a mim mesmo dever ter uma maneira de corrigir isso. tenho vergonha.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei, me trouxe respostas para meu proprio comportamento. Mas fiquei com uma pergunta&#8230;</p>
<p>Como curar a inveja dentro de mim? quero vencer isso a qualquer preço&#8230; se for preciso castigar a mim mesmo dever ter uma maneira de corrigir isso. tenho vergonha.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Inveja (2 de 2)</title>
		<link>http://duplavista.com.br/arquivo/inveja-1/comment-page-1#comment-676</link>
		<dc:creator>Inveja (2 de 2)</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 12:34:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.duplavista.com.br/arquivo/inveja-1-de-2#comment-676</guid>
		<description>[...] Inveja (2 de 2) Continuação do artigo Inveja 1. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Inveja (2 de 2) Continuação do artigo Inveja 1. [...]</p>
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