26 set.MUDAR é preciso

Américo Canhoto

Quando tudo corre em relativo sucesso, a rejeição às mudanças é normal. Por isso, quando Jesus apresentou um projeto de reengenharia de vida ao moço rico e, o conclamou a abandonar suas riquezas e a segui-lo, na busca e na conquista de outras, de outro tipo, daquelas que o ladrão não rouba e a traça não corrói, é natural que tenha sido rejeitado (na linguagem de hoje: “Tô fora cara!”; Trocar o certo pelo duvidoso é coisa de “otário”!; e ele nem sabia que o autor da proposta ia ser crucificado).

As razões para mudar, seguem a dinâmica da informalidade. Coisa de momento. Segundo a visão empresarial: quando há risco de lucros cessantes ou em declínio, crises na economia, a concorrência e a inadequação. Pelo prisma pessoal, quando os sonhos não se realizam e há sensação de: dor, sofrimento, inadequação, ou quando surgem as doenças e as crises existenciais. Porém, tudo isso, sempre vem em boa hora, para a continuidade do progredir; são crises construtivas, destruindo apenas o marasmo, a acomodação. Porém, mudar dessa forma, é superar, apenas momentaneamente, as crises, criando, sucessivamente, outras novas…

Apenas quando já existe maturidade com discernimento das reais razões do viver, é que, passa a existir um verdadeiro projeto de vida, esquematizado e gerenciado; ou um projeto de reengenharia dentro de uma empresa.

Evolução é educação. Passiva, quando o indivíduo é educado por outros ou por fatos. Ou ativa, quando auto-educa-se. A diferença, é que na primeira, o educando não tem controle sobre os fatos educativos e, na segunda, sim. Pode gerenciá-los e mantê-los sob controle, com livre-arbítrio pleno. É o homem copiando a natureza na sua simplicidade e eficiência ao desenvolver o sistema usado na reengenharia humana ou empresarial que é um processo gerencial ativo de controle de progresso humano.

Como mudar?
O que fazer para mudar?

Após descobrir a necessidade de mudanças, essa é a pergunta que todos fazemos. Um sábio afirmou que é “explorar alternativas, vinculando-se com todas as possibilidades, isso, aumenta a criatividade”.

Por isso, o homem deve estar sempre inconformado, insatisfeito e constantemente inquieto, submetido a um progresso incessante, mas não, egoísta nem competidor, e sim, cooperador.

A essência do educando ideal, é a sua temporalidade, isto é, a permanente disposição à mudança. Com fins e objetivos sempre provisórios e sujeitos à revisão contínua, programada e controlada, ou o seguir um programa de reengenharia íntima.

Todos, somos simultaneamente educandos e educadores, pois, ninguém ensina sem aprender, nem aprende sem ensinar. Isso, traz consigo liberdade e responsabilidade.

O educador atual ainda é um compromissado com os valores da sociedade. Já o educador do futuro, é um descompromissado em relação à sociedade, ao estado, à religião à tradição, à autoridade. O seu compromisso, é com o educando. É um descondicionador que, desperta nos alunos a coragem de serem eles mesmos, buscando a autenticidade, desdenhando privilégios e exercendo ativamente seus direitos. Cria a rejeição ao autoritarismo, pois, facilita que identifiquem sua liberdade, escolhendo o próprio caminho e que aceitem suas responsabilidades, despertando a consciência do dever, principalmente, o dever de reparar o dano causado a outrem e, à ordem, à disciplina e à justiça, antecipando-se à lei de causa-efeito mantenedora da ordem natural das coisas…

Hoje, o principal e mais eficaz agente pedagógico não é mais a escola, mas sim, a sociedade educadora globalmente considerada. Porém, a implantação da educação permanente depende de uma ação política profunda que reforme a sociedade democratizando-a, autêntica e verdadeiramente, submetendo-a à lei de progresso universal. Para isso, primeiro, é preciso que os governantes ou educadores de expressão, livrem-se do personalismo e sejam capazes de motivar as pessoas, seus liderados, a enquadrarem-se nas leis naturais da evolução; é necessário que gerem adesão popular e que reforcem o despertamento da consciência do dever individual e coletivo.

Nos países mais desenvolvidos a educação dos adultos visa a desenvolver capacidade das pessoas de adaptarem-se ao meio social em contínuas mudanças. Num estágio futuro, a finalidade é dar consciência crítica a essa mesma sociedade, para transformá-la profundamente.

O amadurecimento sempre parte do indivíduo para o grupo, a partir da tomada de consciência de si mesmo, pelo auto-conhecimento, pela auto-aceitação e da convivência reparadora, cooperativa e construtiva com o próximo, num processo de interação onde todos ganham e progridem. Para acelerar a mudança do homem, deve-se também mudar o meio e a sociedade. Mas isto não pode ser feito por imposição, nem por leis drásticas. É preciso, agir sobre a inteligência e, despertar os valores éticos do indivíduo.

Sozinho… não entre em luta pelo poder contra o sistema. Você vai perder. Pois ainda nem sabe quem você é e, conseqüentemente, quais são os seus direitos. Em primeiro plano, o que deve preocupá-lo é saber quem você é. Vá com calma, e siga o conselho de Jesus “Dai a César o que é de César”. Num primeiro momento, numa primeira etapa… Depois, vide o exemplo de Sócrates, Jesus etc.

Para mudar realmente algo, é preciso criar uma sinergia entre fatos e filosofia: todos somos ao mesmo tempo educandos e educadores, ao estimular a auto-educação influenciamo-nos positivamente uns aos outros.

Para mudar, primeiramente: observe, reflita e quebre gradativamente dentro de você suas velhas estruturas, liberte-se de suas velhas religiões e do seu velho sistema de crenças.

Daí, em diante:
Re-escolha.
Reforme-se.
Reconstrua-se.
Faça uma faxina em seu subconsciente.
Seja mais feliz.
Torne-se um verdadeiro ser humano.

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1 comentário para “MUDAR é preciso”

  1. KLEBER25 nov. 07 às 11:34
    Foto do autor

    É isso mesmo, evoluir sempre.




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